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9/09/2004

CPR 

200 volts....clear.....tzzzzzz

Aumenta para 250 volts ...clear.....tzzzzz

5 cc daquela merda que os gajos dizem nos filmes e que eu agora não me lembro.....

280 volt....clear....tzzzzzz

5/06/2004

Homenagem 



("Boy With a Pipe (The Young Apprentice)", 1905)

Este quadro de Picasso foi hoje vendido em NY, pelo preço recorde de 104.1 milhões de dólares. Nunca ninguém havia pago tanto. Não chegaria, contudo, para comprar meia equipa do Porto.

4/20/2004

Serei eu o único, 

ou qualquer pessoa com o menor sentido de justiça, moral, revolta contra a impunidade com que se praticam determinados actos ilícitos e se manipula o poder judicial neste país, e na sequência dos mediáticos processos que a nossa PJ tem perseguido, começa de repente a acreditar que as coisas podem e estão a mudar?

4/15/2004

D - 3 



e depois, outra dose a 24 de setembro, aí mais perto.

Eternal Sunshine of the Spotless Mind 

ou como a descoberta de como foi o futuro destrói tudo. ou quase.

4/12/2004

O blog fantasma 

Fui ali e já volto. Quando apetecer outra vez.

3/12/2004

E agora, mais uma pausa... 

...porque o blogue tambem tem direito ao seu Spring Break...

3/10/2004

Mais uma... 



Sim. Sei que as vozes do costume vao continuar a zurzir que sao os arbitros, e mais o sistema. E que o Mourinho e' arrogante e inchado e mais nao sei o que. E que o Manchester de hoje e' uma sombra do que era (o Inter e' que e' forte...). Mas quero la saber, que continuem. Nao interessam para nada. Como ja por aqui escrevi, os caes ladram e a caravana passa. E esta equipa vao continuar a fazer coisas destas. Que grandes. Se fosse um daqueles bloggers cheios de conhecimento, ate citava o Nelson Rodrigues...

PS: Eu sei que, na seleccao nacional, ha o tal problema das quotas. Mas sera que nao da para tornar obrigatorio, nem que por por Decreto-Lei, que o Baia, P. Ferreira, Ricardo Carvalho (mais uma vez, que jogador), J. Costa, Nuno Valente, Costinha e Maniche joguem sempre de inicio?

3/08/2004

Sem acentos nem cedilhas 

Mais uma semana de silencio. Desta vez devido a um azar com o meu computador e uma chavena de cafe, e cujo resultado espero saber amanha: se e so um teclado novo, se um computador inteiro... Ate la, ando limitado a estes computadores - como lhes chamou ha dias o Estrangeirado de Paris - analfabetos, sem acentos nem cedilhas. No meio disto tudo, deu-se ainda o meu primeiro contacto com o admiravel mundo do outsourcing de empregos, consequencia do tal "capitalismo global", e que tanto medo fazia ao retirado candidato Edwards: o meu telefonema para o servico de apoio a clientes, para um numero "verde" aqui da zona, foi redirecionado para India, onde um indigena simpatico - mas de sotaque complicado - me indicou que o centro de reparacoes mais proximo era aqui na Sexta Avenida, mesmo ao virar da esquina...

3/02/2004

Do capitalismo democrático 

São milhões de dólares gastos. Sites na Internet. Campanhas nos jornais. Insultos na televisão. Listas dos apoiantes poderosos. Não, nada disso. Não é da Super Tuesday que falo. Nem sequer das eleições de Novembro. Falo desta, da votação que, esta semana, mais burburinho aqui está a criar.

PS: Até porque a outra...

2/29/2004

Sem título (# já lhes perdi a conta) 

A esta hora, não consigo escrever. Por isso, e porque ainda hoje discuti isto ao jantar, cito...

Serei anti-semita por achar que não se deve ser anti-árabe? Terei de escolher entre religiões quando não tenho nenhuma? Terei de me envolver também nas polémicas entre católicos fanáticos e judeus ortodoxos sobre a crucificação de Cristo quando nem crente sou? Terei de apoiar Sharon para que não me confundam com um nazi? Deixar-me-ão ser contra o muro da Cisjurdânia sem me acusarem nem mais uma vez de anti-semitismo? Desculpem, mas a chantagem começa a feder. Gosto tanto de judeus como de árabes, de católicos como de protestantes, de ciganos como de arménios. Gosto de pessoas ou não gosto de pessoas. Concordo com políticas de um Estado ou discordo de políticas de um Estado. Posso?

Daniel Oliveira, Barnabé

PS: Já agora, leiam mais este outro texto.

2/27/2004

Cidades 

Chapter One. He adored New York City. He idolized it all out of proportion - er, no, make that: he - he romanticized it all out of proportion. - Yes. - To him, no matter what the season was, this was still a town that existed in black and white and pulsated to the great tunes of George Gershwin. - Er, tsch, no, missed out something. - Chapter One. He was too romantic about Manhattan, as he was about everything else. He thrived on the hustle bustle of the crowds and the traffic. To him, New York meant beautiful women and street-smart guys who seemed to know all the ankles. - No, no, corny, too corny for a man of my taste. Can we ... can we try and make it more profound? - Chapter One. He adored New York City. To him, it was a metaphor for the decay of contemporary culture. The same lack of individual integrity that caused so many people to take the easy way out was rapidly turning the town of his dreams in ... - no, that's a little bit too preachy. I mean, you know, let's face it, I want to sell some books here. - Chapter One. He adored New York City, although to him it was a metaphor for the decay of contemporary culture. How hard it was to exist in a society desensitized by drugs, loud music, television, crime, garbage ... - Too angry. I don't want to be angry. - Chapter One. He was as tough and romantic as the city he loved. Behind his black-rimmed glasses was the coiled sexual power of a jungle cat. - I love this. - New York was his town, and it always would be ...
[sequência inicial de Manhattan (1979), Wooddy Allen]

O remédio para esta angústia, para está dificuldade em entender Manhattan, está um pouco mais à frente no filme. Isaac (WA), à pergunta sobre o que será do futuro "deles", responde assim: Well, we'll allways have Paris....

Outra vez não... 

Em política, umas das questões que mais me incomoda o “espírito” é a do voto útil e da pretensa superioridade moral daqueles que lhe resistem (a ele, ao voto). E confesso que, por vezes, quando à volta da mesa do jantar e depois de umas cervejas, os argumentos quase chegam para me convencer. Que devemos votar em quem concordamos, em quem concordamos a sério, e resistir ao pragmatismo de votar naqueles que podem ganhar, só por isso. Em conversas com o meu amigo Zé Tó, por exemplo, isso aconteceu algumas vezes. Felizmente, lá na urna, tive sempre juízo. Ou acho eu que sim. Vem o intróito a propósito das eleições presidenciais aqui nos EUA, e da anunciada candidatura de Ralph Nader. Volta-se a discutir a questão do voto útil. E a ouvir que Ralph Nader tem mais é que se candidatar se não gosta de nenhum dos outros. E que têm direito de votar nele os que também não. Pois. O problema é o resto. O problema é que se os mais de 90.000 eleitores da Florida que votaram no Ralph Nader nas eleições de 2000, tivessem emprestado alguns dos seus votos – nem eram precisos muitos – ao Al Gore, o G. W. Bush não tinha vencido as eleições naquele estado por cerca de 500 votos e, com isso, garantido a presidência. E, isso, digo eu, teria tido algumas consequências. Dificilmente o Iraque estaria na situação em que está. Dificilmente o governo do Sharon andava alegremente a construir muros e a anexar mais uns quantos quilómetros quadrados. Dificilmente o défice nos EUA teria triplicado. Dificilmente se estaria a falar agora de uma revisão da Constituição – a primeira cujo efeito seria (ou será) o de restringir, e não alargar, direitos - para expressamente proibir o casamento entre homossexuais. Por isso, se cá votasse, eu não teria dúvidas. Ralph Nader pode até estar mais próximo daquela esquerda com que me identifico – e está -, mas o risco de, numas eleições que se esperam, outra vez, demasiado divididas, se repetir o mesmo que sucedeu há quatro anos atrás, é alto, muito alto. E espero que a malta por cá tenha aprendido a lição.

Para rematar 

Falou-se de futebol aqui em baixo e o caldo entornou-se. A malta ficou nervosa, conflituosa, azeda. E eu até compreendo porquê. Não tenho é a culpa.

2/19/2004

Quotas na selecção 

Enquanto na Selecção se mantiverem as quotas para jogadores do nosso Benfica, a Instuição, não vamos lá. Jogam porque sim. Tudo para agradar aos seis milhões, que ficam todos orgulhosos - é o velho sonho da espinha-, e para mostrar ao senhor Pinto da Costa que ele já não manda nada. O pior é o resto. O pior é que depois a malta tem de aturar aquele penteado do Simão (foi a única coisa que o rapaz mostrou), o Petit que não consegue não fazer falta cada vez que disputa uma bola (se fosse a sério, ontem tinha jogado 20 minutos), e o Miguel, ai o Miguel... (É impressão minha, ou o lateral direito (??) está já a fazer história com lances deste género?). Assim não vamos lá. Nem com a Grécia.

PS: Um gajo vê aquele estádio e esquece logo o défice.

2/18/2004

Whishful thinking 

Depois do terceiro lugar de hoje no Wisconsin, outra alternativa não resta ao Howard Dean, versão descafeínada-pós-grito. Deve desistir. Fica uma corrida a dois: Kerry e Edwards. E que tal irem os dois juntos, a ver se tiram de lá o cowboy?

Cuba e Haiti 

O JMF, no Terras do Nunca, escreveu-o ontem neste post. Os recentes acontecimentos no Haiti mostram bem a hipocrisia daqueles que não hesitam em apontar o dedo a Cuba - essa anomalia, como disse o outro - e depois "esquecem" o que se passa em muitos dos países vizinhos, essas democracias.

O jazz (já) não mora ali 

O blog voltou a parar. Desta vez porque desci por uns dias até New Orleans, Looziana, para apanhar a maior desilusão desde que me "mudei" para este lado. Tinha, também não sei porquê, as expectativas demasiado altas. Estava à espera de encontrar banjos, trompetes e trombones em cada esquina. E barcos a vapor a cruzar o Mississipi. Nada disso. New Orleans é um exemplo eloquente do que o turismo de massas, aliado ao alucinante consumismo americano, podem fazer. Devoram tudo. E nem a música escapa. Sobreviventes, restos do que New Orleans terá sido, só mesmo a big band que todas as noites enche o pequenino Preservation Hall, para quatro horas de puro Old Time Jazz. Ou aquele velhinho Hammond e o ainda mais velhinho amplificador a valvúlas que acompanharam o grande Andre Williams no Lizard Lounge. E, claro, as sulistas, elitistas e não muito liberais casas do bairro mais "elegante" da cidade, o Garden District.

2/12/2004

Arrependido 

A falta de tempo e ideias para escrever tem consequências mais graves quando, de cada vez que abro o blog, dou de caras com as fotos aqui em baixo. E logo duas. Devia ter pensado nisto antes.

2/10/2004

Vietnam no Alabama 



Ironia, ironia a sério, era o self-proclaimed "Presidente da Guerra" perder as eleições de Novembro por causa de umas faltas ao serviço, enquanto andava a combater vietcongs no Alabama.

2/09/2004

O Crime e Mourinho 

Um dos meus amigos do Frangos Para Fora agora, pasme-se, cita notícias do jornal O Crime. Tudo para lançar lama no nome do melhor treinador português. Se ele vale a pena, caro Aziz? Olha, depois deste fim de semana, vale 55 pontos e os oitavos na Liga dos Campeões, contra os 48 do enginheiro e uma humilhação sofrida frente a uma equipa cujo nome, como li uma vez no Barnabé, só se consegue dizer com a boca cheia de pevides. Para o ano há mais.

Desabafo 

Não está nada fácil manter isto sozinho.

2/02/2004

Ainda a greve 

O MacGuffin respondeu-me ao post anterior e as diferenças ficaram ainda mais à vista. As diferenças entre um texto cheio de generalizações espúrias e que, repito, caricaturiza a greve, relativiza os seus motivos, e – por muito que lhe custe – pinta um retrato maniqueísta da situação (A Greve, 26.01.2004). E outro (Avassalador?, 30.01.2004) em que nada disso acontece, em que a crítica a certos abusos é fundamentada com clareza, e com o qual, deixe-me que lhe diga, concordo em grande parte. O que já não me parece nada honesto, contudo, é esperar que do tal primeiro texto se retire a retórica e argumentação deste último. Mas isso é outra conversa.
E caro MacGuffin, para acabar: então não entendeu que o “avassalador” era um elogio? Até o Winnie The Pooh entenderia...

1/29/2004

Greve 

O MacGuffin, do Contra a Corrente, resolveu, naquele seu estilo avassalador, responder ("A Greve, Segunda Parte", 27.01.2004) a um mailzito que lhe enviei há dias a propósito deste post intitulado "A Greve" (26.01.2004). Em resposta ao meu comentário, faz-me uma séria de perguntas, todas retóricas, sobre a greve e a carneirada que a aceita. Tem toda a razão, caro MacGuffin, toda a razão. Nem demagogo, nem reaccionário. Nunca. Onde é que fui eu buscar a ideia de que no seu texto está implícita (?) uma total indiferença – ou será desprezo? – por aqueles que decidiram (e decidem) fazer greve. E pelos motivos da greve. E pelos doze cêntimos. Onde é que fui eu buscar isso? É, também, obviamente falsa a ideia de que o seu texto pinta um daqueles retratos em que os professores são, todos, os bons da fita – normalmente nem querem fazer greve – enquanto o pessoal auxiliar é aquela cambada que só quer o fim-de-semana prolongado e ter o poder por uns dias. Que só faz greve para irritar, incomodar, tornar mais difícil a vida dos outros. É ainda evidente – onde fui eu buscar essa ideia? - que não faz sentido ler nas suas palavras que o pessoal auxiliar não pensa por si, e que, por regra, não decide fazer greve em consciência. Seguem as ordens do sindicato. É o pessoal auxiliar que segue à risca a voz de comando. Demagogo e reaccionário? Por fim, é claro que [a]pontar-lhe [à greve] defeitos quanto ao conteúdo não é sinal de demagogia. Mas onde é que aqui, caro MacGuffin, você o faz? Onde é que no seu primeiro texto fala do conteúdo?
O direito à greve está regulado. Os motivos, o processo de convocação e, também, os deveres dos trabalhadores. Fale-me de ilegalidades, de atropelos aos serviços mínimos ou do incumprimento de outras obrigações, e sou o primeiro a dar-lhe razão. Agora não queira que eu o faça quando, ao pintar um quadro cheio de generalizações sem sentido - e, em muitos casos, certamente injustas - se limita a relativizar aqueles que foram e são os motivos e os fins desta greve.

1/27/2004

Sem palavras (Ou como, quando a gente acha que não dá para baixar o nível, eles aparecem e tratam disso...) 

Escreve o Daniel Oliveira no Barnabé que [h]oje, Lisboa vai acordar com quase todos os cartazes em defesa do referendo à despenalização do aborto, no caso, do Bloco de Esquerda, vandalizados.

Primeiras impressões 

Um professor que, numa primeira aula, consegue - com piada - citar duas vezes O Padrinho, só pode ser bom tipo.

1/24/2004

Calatrava em NY 



Com o projecto do novo WTC practicamente definido, foi agora conhecida a contribuição de Santiago Calatrava, que desenhou o novo terminal ferroviário de lower Manhatan. Uma obra que se vai transformar num novo simbolo da cidade. He quotes Matisse on the character of New York's extraordinary light — something we don't often pause to notice — and suggests that this station is itself a sculpture made out of that light. (NY Times - 23.01.2003)

1/23/2004

Tudo bons rapazes  

Infiltration of files seen as extensive
Senate panel's GOP staff pried on Democrats


Republican staff members of the US Senate Judiciary Commitee infiltrated opposition computer files for a year, monitoring secret strategy memos and periodically passing on copies to the media, Senate officials told The Globe.
From the spring of 2002 until at least April 2003, members of the GOP committee staff exploited a computer glitch that allowed them to access restricted Democratic communications without a password. Trolling through hundreds of memos, they were able to read talking points and accounts of private meetings discussing which judicial nominees Democrats would fight -- and with what tactics.


[Boston Globe 22.01.2004]

Ler aqui o resto do artigo.

1/22/2004

NY Nonsense 



Há dias em que acho que sim, que o Seinfeld é o número 1 no que toca ao humor nonsense. Outros dias, como hoje, rendo-me aos delírios do Woody Allen. Deixo em baixo uma pequena amostra, do Play it again, Sam, filme que vi pela primeira vez esta semana. É um dialogo entre Allan (Woody Allen) e Dick (Tony Roberts) logo depois, claro está, de o Allan ser deixado pela mulher.


Allan: I haven't looked at a girl for two years. I'm out of practice!!

Dick: Allen, you've invested your emotions in a loosing stock. It was wiped out; it dropped off the board. Now what do you do? You reinvest. Maybe in a more stable stock. Something with long term growth possibilities.

Allan: Who're you gonna fix me up with? General Motors?!

1/19/2004

Martin Luther King Jr. Day 



Comemora-se hoje. A causa por que lutou está longe do fim, muito longe. A segregação é uma evidência de todos os dias: naqueles quarteirões, naquelas ruas, no metro, na Universidade. Fica aqui a homenagem.

Vegas 

O que é que tenho a dizer sobre Las Vegas? Que deixei lá ficar mais dólares do que aqueles que devia. Que gostei mais da decadência feliz da Downtown e da Fremont Street, do que daqueles cenários do Strip, onde tudo cheia a falso. Que me dá muito mais gozo o Black Jack, onde perco invariavelmente, do que a roleta, onde por vezes a sorte dá uma ajuda. Que o melhor que Las Vegas tem é estar ali "mesmo ao lado" do Gand Canyon. E que não há como lá estar com americanos para entender como é que tudo aquilo existe.

1/15/2004

Saldos de Inverno 

E amanhã, por três dias (ou três noites)...


A "aquecer" na Other Music 

A única vantagem deste frio de rachar que faz em NY é servir de óptima desculpa para passar duas horas aqui enfiado .

1/13/2004

Assunto encerrado 

Até à próxima legislatura, está decidido, não se fala mais do assunto. Tudo em nome do "compromisso eleitoral dos partidos da maioria de não alterar a lei sobre o aborto nesta legislatura". Como se vê, a culpa foi mesmo da esquerda e dos seus irresponsáveis partidos. E não, nunca, do conservadorismo padreco e regressivo que nos vai governando.

Treinador do Ano 

100,432 dos votos no Mourinho foram meus. O gajo é mesmo o maior.

PS: Tenho de restaurar os comentários rapidamente. A ver se é desta que chovem os insultos...

Agora é que é... 

Com frio e neve à mistura (inveja?, de quê?), e depois de confirmar o que o João escreveu n'a metamorfose acerca da isenção a que os cidadãos portugueses têm direito ao entrar nos EUA (lá ficaram com a minha fotografia e impressões digitais), cheguei outra vez ao lado de cá. Fica assim prometido o regresso do blogue ao ritmo do costume. Entretanto, vou tentar descobrir o que se passou com os comentários, que sem avisar desapareceram daqui.

1/05/2004

Post preguiçoso do regresso 

Eu vim
Eu vim da Bahia cantar
Eu vim da Bahia contar
Tanta coisa bonita que tem
Na Bahia que é meu lugar
Tem meu chão, tem meu céu
Tem meu mar
A Bahia que vive pra dizer
Como é que faz pra viver
Onde a gente não tem pra comer
Mas de fome não morre
Porque na Bahia tem mãe Iemanjá
De outro lado o Senhor do Bonfim
Que ajuda o baiano a viver
Pra cantar, pra sambar pra valer
Pra morrer de alegria
Na festa de rua, no samba de roda
Nas noites de lua, no canto do mal
Eu vim da Bahia
Mas eu volto pra lá
Eu vim da Bahia
Mas algum dia eu volto pra lá


[Gilberto Gil, mas melhor na voz do João Gilberto.]

Para quê escrever eu, se está aqui tudo. Que terra.
A todos os que (ainda) passam pl'A Ponte, um bom ano.

12/30/2003

I’m Still Alive 

Oh, I... Oh, I'm still alive.
Hey, I... Oh, I'm still alive.
Hey, I... Oh, I'm still alive.
Hey, ooh.

Dia 9 de Novembro, é a data do meu último post. Pelo meio, uma semana em Copenhaga repartida entre trabalho e lazer, um regresso a Portugal onde as semanas seguintes transbordaram de trabalho, uns tempos de investimento na vida pessoal e, finalmente, a quadra natalícia. Tudo razões válidas para justificar o facto de ter deixado o André sozinho, encarregue das despesas de manutenção de tráfego n’A Ponte.
E fê-lo da melhor maneira possível, tenho que o dizer. Facto inquestionável e atestado pelos mails que A Ponte tem recebido e, principalmente, pelas simpáticas referências que pude ler aqui, ali e acolá.
Se A Ponte surgiu como um projecto partilhado de quatro amigos, apesar de um nós nunca ter dado o seu contributo, não o julgando por isso nem questionando as razões que o terão impossibilitado de o fazer, este blog é hoje muito mais do André do que de qualquer um de nós. É justo dizê-lo. O drive que lhe dá dinâmica e o faz mover é dele.
Um blog é feito daquilo que lá metemos dentro e inevitavelmente, por muito que o tentemos contornar, ou não, acabamos por colocar muito de nós mesmos. Da nossa vida, das nossas experiências, das interpretações que fazemos. Li por isso o Pedro Lomba a catalogar A Ponte como um blog de esquerda, o que não me desagrada particularmente mas também não me trás nenhum regozijo especial. Agradará menos ao Miguel, seguramente. Mas é um reflexo natural dos posts que lá estão e que é de facto aquilo que o André é enquanto pessoa.
Resta-nos a nós procurar incutir alguma heterogeneidade.
Fica desde já registada neste penúltimo dia de 2003 uma das minhas resoluções para 2004: escrever mais.

12/27/2003

Devagar, devagarinho, parado... 

O blog tem estado parado. E assim vai continuar por mais uns dias. Estou longe, e encontrar um computador com acesso à rede vai continuar a não ser prioridade. Há que gozar o calor.

12/20/2003

Atrasos 

Escrevo do aeroporto, onde me espera uma valente seca. O aviao, que devia partir 'as 6, vai afinal levantar voo, dizem eles, so' 'as 10.30. Adivinhem em que commpanhia vou voar. Exacto... Sorte que me deram um voucher de refeicao. 10 dolares.

Adeus América 

O regresso é amanhã. Atravesso A Ponte e volto a esse lado.
Por isso, e pelo resto, o blog é bem capaz de voltar a acalmar.

Mais sinais 

Na edição de há algumas semanas, a Time Out listou, num artigo com piada, algumas daquelas experiências obrigatórias por que tem de passar quem vive em NY. Daquelas que têm mesmo de acontecer. Na altura, o meu resultado foi, inevitavelmente, modesto. Hoje, depois de ter espreitado a árvore do Rockefeller Center, de feito umas compras na feira de Natal do Union Square e de ter sido atropelado por uma bicicleta, num passeio, subi uns lugares.

Ainda a IVG (3) 

Não quero insistir demais no assunto, nem eternizar o debate com o Estrangeirado de Londres. Afinal, é Natal. Por isso, e enquanto faços as malas, apenas uma breve nota. Muito se tem falado por aí de relativismos. Pois eu acho que, a respeito deste assunto, colocar as culpas na esquerda - e nos seus eventuais erros estratégicos (os tais que acordam os «cães de guarda») é mais um exemplo disso. É desviar a atenção da principal causa do problema. É dizer que a esquerda tem culpa de não ter alinhado nas demagogias e incoerências da direita.

12/18/2003

Mais uma 

E eu que era um dos que não acreditava na teoria da cabala...

Ainda a IVG (2) 

Ainda a respeito deste tema, o Estrangeirado de Londres escreveu ontem um post onde conclui que é aos esquerdistas que pertence a culpa "de tudo ficar na mesma". Espantou-me. Não posso discordar mais. Estou sem tempo, mas cá vai. Não concordo, em primeiro lugar, por não me parecer nada evidente que a despenalização da interrupção voluntária da gravidez "seja uma coisa que a maior parte dos portugueses quer". Não me parece mesmo, e escrevi-o no post de ontem. E segundo, mais grave, porque atribuir à esquerda as culpas de Portugal ser dos poucos países onde se mantém esta situação absurda e retrógrada é, no mínimo, passar ao lado da questão e ignorar algumas evidências. Se a despenalização da interrupção voluntária da gravidez foi, é, e será tema da agenda é porque a esquerda o quer. Só por isso o caso não está arrumado na gaveta. E depois, porque se há assunto que, salvo uma ou outra excitação, a esquerda tem conduzido com responsabilidade, coerência e convicção, é este. E, por tudo aquilo que ele encerra, ainda bem. Já do outro lado, do lado das campanhas e organizações pro-vida, isso sim: temos levado apenas com desonestidade, desinformação e demagogia.

Chuvas 

Debaixo de chuva, a luz nas ruas é igual em todo o lado.


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